quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Importância do FGTS no financiamento imobiliário "parte2"

            Para comparar a diferença entre o rendimento do FGTS x inflação, criei as planilhas com intervalo de um 1 ano de rendimento.
Premissa:
             O colaborador tem um salário de R$10.000,00 com contribuição para o fundo de R$800,00

Rendimento de 3% ao ano +TR:

FGTS (3%+TR)
Contribuição mensal
Rendimento
Rendimento

 R$              800,00
0,30%
802,4

 R$              800,00
0,30%
              1.604,800

 R$              800,00
0,30%
              2.407,200

 R$              800,00
0,30%
              3.209,600

 R$              800,00
0,30%
              4.012,000

 R$              800,00
0,30%
              4.814,400

 R$              800,00
0,30%
              5.616,800

 R$              800,00
0,30%
              6.419,200

 R$              800,00
0,30%
              7.221,600

 R$              800,00
0,30%
              8.024,000

 R$              800,00
0,30%
              8.826,400

 R$              800,00
0,30%
              9.628,800

 R$            9.600,00
3,60%
0,30%


Considerando a inflação:

FGTS (Inflação)
Contribuição mensal
Rendimento
Rendimento

 R$              800,00
0,49%
803,92

 R$              800,00
0,49%
              1.607,840

 R$              800,00
0,49%
              2.411,760

 R$              800,00
0,49%
              3.215,680

 R$              800,00
0,49%
              4.019,600

 R$              800,00
0,49%
              4.823,520

 R$              800,00
0,49%
              5.627,440

 R$              800,00
0,49%
              6.431,360

 R$              800,00
0,49%
              7.235,280

 R$              800,00
0,49%
              8.039,200

 R$              800,00
0,49%
              8.843,120

 R$              800,00
0,49%
              9.647,040

 R$            9.600,00
5,88%
0,49%














       
    


         O rendimento do fundo ficou em R$28,8 contra R$47,04 da inflação. Colocarei o resultado em porcentagem para melhor visualização, o resultado do fundo ficou 65% menor em relação à inflação, ou seja, quem deixa o dinheiro aplicado no fundo para sacar na aposentadoria perde poder de compra. O interessante é que analisei apenas o 1º ano.
        As regras para utilização do FGTS:
        Para a 1ª utilização do fundo é necessário no minimo 3 anos de carteira assinada.
        Na 2ª  em diante o intervalo é de 2 em 2 anos.
          O trabalhador tem duas opções: 1ª manter o mesmo prazo de financiamento, mas diminuir o valor das parcelas; 2ª diminuir o prazo do financiamento pagando a mesma prestação.Do ponto de vista financeiro a melhor opção é a 2ªopção, já que o juros são cobrados sobre o saldo devedor, logo devemos reduzi-lo o mais rápido possivel, para alcançarmos nosso objetivo financeiro. 

         No ultimo e terceiro post mostrarei o poder de amortização do FGTS no financiamento imobiliário.

Obs. espero que tenham gostado  e caso queiram acrescentar alguma informação sintam-se a vontade.

5 comentários:

  1. É sempre interessante jogar o FGTS em financiamento imobiliário, pois, em geral, os imóveis acompanham a inflação.

    E se for um lugar bem localizado, com ctz haverá uma valorização real (acima da inflação)

    obs.: tira o captcha!

    []s!

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  2. Este é o país aonde se criam anomalias e remendos para resolver paliativamente os problemas. O FGTS é mais uma destas porcarias ...
    Infelizmente temos que conviver com estas anomalias e utilizar de outras anomalias para não ser prejudicado ainda mais, como por exemplo usar o FGTS para compra de imóveis.
    Não seria melhor não ter nada disso e este dinheiro entrar na economia diretamente?
    Abraços,
    EcoInc
    Blog Economicamente Incorreto
    http://economicamenteincorreto.blogspot.com.br

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  3. Olá Aprendiz,

    Faltou vc citar a uma terceira opção:

    "Pagamento de Parte do Valor das Prestações"

    No meu post abaixo, fiz uma análise sobre o uso dele.

    http://investidordefensivo.blogspot.com.br/2012/12/vale-pena-arriscar-investir-o-dinheiro.html

    Abs!

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    1. Caro ID, obrigado pela participação e por acrescentar grande conhecimento ao blog. Preferi não comentar essa modalidade, devido não ser vantajoso para o trabalhador. O pagamento de parte da dívida não reduz a quantidade de juros pagos e nem reduz o tempo de financiamento, indicado apenas para as pessoas que se encontram em situação financeira desconfortavel. Gostei muito de sua visão sobre o assunto.

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